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‘O nome da morte’ mostra sentimentos de homem que matou quase 500 pessoas e ficou preso por 1 noite

‘O nome da morte’ mostra sentimentos de homem que matou quase 500 pessoas e ficou preso por 1 noite

Em um caderninho com capa do Pato Donald, Júlio Santana escreveu seu currículo: os registros de 492 assassinatos cometidos em 35 anos de experiência como matador de aluguel. Nesse tempo, ficou preso só por uma noite.

Sua história é contada no filme “O nome da morte”, com o galã Marco Pigossi no papel principal. A trama chega nesta quinta-feira (2) aos cinemas, mais interessada em mostrar o coração do pistoleiro do que discutir por que ele nunca cumpriu pena – e continua solto.

“Em nenhum momento estamos justificando ou desculpando um matador. Queremos compreender o ambiente em que isso aconteceu.”

A explicação acima é do próprio Pigossi, em sua estreia nos cinemas após nove novelas – a última foi “A força do querer”. Ele pinta um retrato quase ingênuo de Júlio, que vira matador ao se deixar levar pela manipulação do tio Cícero (André Mattos).

ator define seu protagonista como “vítima da falta de cultura e educação” no país. “A educação como formação e a cultura como independência de pensamento, para que a pessoa consiga agir sem ser massa de manobra”, analisa.

“A vida de Júlio é fruto de suas escolhas. Mas, por outro lado, elas são fruto das escolhas de uma sociedade”, acrescenta o diretor Henrique Goldman, experiente em transformar casos reais em ficção. É dele “Jean Charles” (2009), sobre o brasileiro morto pela polícia de Londres em 2005.

A explicação acima é do próprio Pigossi, em sua estreia nos cinemas após nove novelas – a última foi “A força do querer”. Ele pinta um retrato quase ingênuo de Júlio, que vira matador ao se deixar levar pela manipulação do tio Cícero (André Mattos).

ator define seu protagonista como “vítima da falta de cultura e educação” no país. “A educação como formação e a cultura como independência de pensamento, para que a pessoa consiga agir sem ser massa de manobra”, analisa.

“A vida de Júlio é fruto de suas escolhas. Mas, por outro lado, elas são fruto das escolhas de uma sociedade”, acrescenta o diretor Henrique Goldman, experiente em transformar casos reais em ficção. É dele “Jean Charles” (2009), sobre o brasileiro morto pela polícia de Londres em 2005.

Mas a “essência” do matador, frio no ofício mas amoroso e dedicado à família, está lá, dizem Goldman e Cavalcanti. O diretor afirma:

“É tudo real, e tudo fictício. Há uma relação descompromissada com a realidade objetiva, mas um compromisso claro de tentar entender como um pistoleiro vive, e como se sente no seu íntimo, na sua alma.”

Para ele, “existe um Júlio Santana latente dentro de cada um”, que pode se manifestar a depender das condições. E, por causa disso, a história se passa no “limiar entre a responsabilidade da sociedade e do indivíduo”. “O filme retrata a terra de ninguém entre essas duas dimensões.”

Fonte: g1.globo.com

Tiago Bilicki

agosto 1st, 2018

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