Órgão informou que caso está sendo analisado com base na legislação ambiental vigente
O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA/SC) se manifestou nesta quarta-feira, 15, a respeito da proliferação da planta conhecida como “tapete verde” na represa do rio São Lourenço, que fica na zona rural de Mafra. O órgão explicou que está analisando as demandas sobre a presença das plantas aquáticas (macrófitas) com base nas leis ambientais em vigor.
No dia 6 de outubro, a Seluma – Serviços de Limpeza Urbana de Mafra Ltda, revelou que, de acordo com um parecer técnico do IMA (processo SGPE 34751/2025), a principal causa do problema é a alta concentração de fósforo na água, que vem de efluentes de um abatedouro local. O nível de fósforo registrado foi de 2,7 mg/L, bem acima do limite permitido. Em resposta, a Seluma se comprometeu a melhorar seus processos de tratamento de efluentes, demonstrando sua preocupação com a preservação ambiental e a recuperação do rio, além de sua responsabilidade em relação à comunidade e aos órgãos ambientais.
EMPREENDIMENTOS NOTIFICADOS
Nesta quarta-feira, 15, o IMA informou que, como a situação se deve a contribuições difusas em toda a microbacia, o órgão está avaliando todos os fatores que levaram a esse cenário. Eles estão identificando possíveis responsabilidades de empreendimentos ao redor, que têm licença do Instituto e que já apresentaram alterações em parâmetros de monitoramento ambiental, exigidos por norma.
O IMA destacou que está tomando as medidas necessárias: as licenças e suas condicionantes ambientais estão sendo revisadas e monitoradas, e os empreendimentos envolvidos foram notificados a apresentar planos de ação. Esses planos devem incluir estratégias para restaurar os padrões de qualidade ambiental anteriores e modernizar os sistemas de controle e tratamento de efluentes.
Segundo o IMA/SC, “essas ações visam reduzir o risco de novos danos ambientais e mitigar possíveis impactos sociais na região, garantindo a proteção dos recursos hídricos e a melhoria contínua da qualidade ambiental.”
‘TAPETE-VERDE‘
O caso começou a ganhar repercussão no dia 12 agosto. Segundo reportagem do portal RioMafra Mix, especialistas alertaram de que a formação de um “tapete” verde sobre a água é um forte indício de eutrofização: processo que revela desequilíbrio ambiental e pode levar à mortandade de peixes. A ONG “Voz do Rio” alertou a Celesc, responsável pelo reservatório, e o Conselho de Meio Ambiente, sobre a gravidade da situação.
No final de agosto, um profissional do Laboratório de Blumenau (LABB) esteve no local, e realizou a coleta e análise da água na represa São Lourenço, em resposta ao surgimento de algas na superfície da represa, que levantou preocupações sobre uma possível poluição e a qualidade da água. O trabalho de coleta foi acompanhado pela Polícia Militar Ambiental (PMA).
Fonte: JMais



