Ideia de protestar contra condições de trabalho da categoria não teve adesão
Os principais representantes dos caminhoneiros deixaram claro que não vão aderir à greve marcada para esta quinta-feira, 4. Eles afirmam que o movimento, convocado pelo canoinhense Chicão Caminhoneiro e o desembargador aposentado Sebastião Coelho, é de natureza ideológica e pode acabar prejudicando os motoristas. Chicão é presidente de uma das entidades que representam o setor, a União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC).
Chicão, em um vídeo postado nas redes sociais do ex-desembargador, disse que “a gente tomou a decisão de iniciar esse processo chamando os irmãos caminhoneiros para estarem conosco, trabalhando e buscando nossos objetivos, para que as leis que existem e que, infelizmente, não são aplicadas à nossa categoria comecem a ser respeitadas.”
A paralisação ganhou destaque nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, mas a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) se posicionou contra. Em nota, a confederação declarou que “não compactua com movimentos de manipulação política que utilizem uma das categorias de transporte mais importantes do país para tais finalidades”.
Wallace Landim, o Chorão, também se manifestou e disse que a greve proposta por Chicão e Coelho é, na verdade, uma manobra política de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “O intuito é levantar o movimento usando essa pauta do transporte para que os caminhoneiros parem”, afirmou Chorão. Ele alertou que, mesmo que a adesão ao movimento seja baixa, pode haver bloqueios em rodovias importantes, afetando o fluxo de veículos.
O Ministério dos Transportes está acompanhando a situação e, de acordo com um membro da pasta, vai agir para retirar bloqueios, caso ocorram. No entanto, a avaliação é de que o movimento é difuso e não representa a maioria da categoria.
No vídeo, Chicão também garantiu que os caminhoneiros que participarem da greve não vão impedir “o direito de ir e vir das pessoas”. José Roberto Stringasci, da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB), reforçou que não participará do movimento, afirmando que “o momento agora não é de paralisação da categoria”.
Fonte: JMais



