Rádio 98FM Canoinhas

Greve convocada por caminhoneiro canoinhense fracassa

Ideia de protestar contra condições de trabalho da categoria não teve adesão

Os principais representantes dos caminhoneiros deixaram claro que não vão aderir à greve marcada para esta quinta-feira, 4. Eles afirmam que o movimento, convocado pelo canoinhense Chicão Caminhoneiro e o desembargador aposentado Sebastião Coelho, é de natureza ideológica e pode acabar prejudicando os motoristas. Chicão é presidente de uma das entidades que representam o setor, a União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC).

Chicão, em um vídeo postado nas redes sociais do ex-desembargador, disse que “a gente tomou a decisão de iniciar esse processo chamando os irmãos caminhoneiros para estarem conosco, trabalhando e buscando nossos objetivos, para que as leis que existem e que, infelizmente, não são aplicadas à nossa categoria comecem a ser respeitadas.”

A paralisação ganhou destaque nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, mas a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) se posicionou contra. Em nota, a confederação declarou que “não compactua com movimentos de manipulação política que utilizem uma das categorias de transporte mais importantes do país para tais finalidades”.

Wallace Landim, o Chorão, também se manifestou e disse que a greve proposta por Chicão e Coelho é, na verdade, uma manobra política de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “O intuito é levantar o movimento usando essa pauta do transporte para que os caminhoneiros parem”, afirmou Chorão. Ele alertou que, mesmo que a adesão ao movimento seja baixa, pode haver bloqueios em rodovias importantes, afetando o fluxo de veículos.

O Ministério dos Transportes está acompanhando a situação e, de acordo com um membro da pasta, vai agir para retirar bloqueios, caso ocorram. No entanto, a avaliação é de que o movimento é difuso e não representa a maioria da categoria.

No vídeo, Chicão também garantiu que os caminhoneiros que participarem da greve não vão impedir “o direito de ir e vir das pessoas”. José Roberto Stringasci, da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB), reforçou que não participará do movimento, afirmando que “o momento agora não é de paralisação da categoria”.

Fonte: JMais